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terça-feira, 27 de abril de 2010

Sarna em Gatos


Quando comecei a abrigar gatos eu tinha poucos conhecimentos sobre doenças comuns. 
A sarna nos pegou de surpresa. Nem o veterinário que consultei soube o que fazer. Receitou umas pomadas, mas a sarna aumentava. Então receitou antiinflamatórios. Nada adiantou.
Perdi uns 3 gatos com a sarna, sem saber o que fazer.

Nessa época não havia internet nem formas de trocar idéias com outras pessoas com o mesmo problema. Foi muito triste...

Passados alguns meses a sarna reapareceu em um dos gatos. Comecei a procurar soluções, consultei mais veterinários... Até que um veterinário me disse que havia um medicamento, na forma injetável. Mas... mas... alguns gatos poderiam ser alérgicos, e seria morte certa, sem antídoto. 
Alguns que agora estão lendo esta minha postagem devem saber de que medicamento estou falando: Ivomec (ou ivomectina).

É a vida ou a morte...
Conheci muitas pessoas que perderam gatos aplicando Ivomec. Na verdade é um medicamento para o gado. Agora imagine o efeito em um gato, na proporção de tamanho e peso. 
Os veterinários não aplicam, é muita responsabilidade. Mesmo que não mate, pode ter efeitos colaterais.
Eu tinha um gato coberto de sarna, ele ía morrer. Então optei por tentar salvá-lo. Se não desse certo, pelo menos eu havia tentado uma solução, pois ía morrer com a sarna de qualquer jeito. Ela forma um cascão em toda a cabeça, orelhas, a pele não respira, o gato vai emagrecendo, ficando estressado, vai assim até morrer.
Na época o veterinário me disse que a dose para um cão seria reduzida à metade, para um gato. Mas eu fui previdente. Peguei a injeção com 1ml e dividi por 5. É preciso ter mão firme e boa visão, para não deixar passar nem uma gota a mais, senão...
E assim continuei aplicando a Ivomec nos gatos que contraiam a sarna. Sempre em dose menor do que o indicado. Se tinha 3 gatos com sarna, dividia 1ml por 5, aplicava uma dessas partes em cada 1 e jogava o restante fora.

Só perdi um gato com a aplicação, e assim mesmo acredito não ter sido por causa do medicamento, e sim porque ele já estava com muitas complicações criadas pela sarna.
No bairro em que eu morava, os vizinhos pediam para que eu fosse aplicar o medicamento nos gatos, devido a já ter a prática em dividir mentalmente a dose e aplicar somente 1/5 dela. Melhor uma dose fraca do que o risco da rejeição e morte.

Uso Ivomec há cerca de 8 anos. Sempre que muda a estação, alguns pegam sarna, começando os sintomas de coceira intensa, cascas nas orelhas e cabeça, perda de pelo.
É claro que nem sempre esses sintomas se devem a sarna. Podem ser causados por alguma alergia. Mas quem já teve gatos com sarna sabe reconhecer.

No dia seguinte à aplicação parece que nada mudou, nada melhorou...
Mas ... 2 dias depois as cascas começam a se soltar e cair, e o gato já não tem coceira. A pele fica lisa, onde haviam cascas. E daí em diante, é recuperação dos pelos e vida normal.

Vale informar que no dia seguinte à aplicação, o gato pode amanhecer o dia lerdo, até cambaleante, com perda de reflexos. É normal. Até que o medicamento comece a ser eliminado, é assim mesmo. Se a dose foi pequena, não há riscos de piorar.


Há 2 anos atrás eu tive uma gata que teve 3 filhotes: Shanty, Tininha e Fiotão, as fotos deles estão na postagem "Os Gatosinhos". Eram novos ainda, mal tinham começado a desmamar, e a sarna apareceu, passada pela mãe.
Eu sabia que ía progredir e os filhotes íam morrer. Apliquei dose menor ainda.
Shanty e Fiotão, no dia seguinte acordaram sem nenhum sintoma diferente. Acordaram normais.
Já a Tininha não! Ela amanheceu caída da caminha, batia a cabeça no chão, completamente grogue. Não morreu, mas ficou em estado de coma. Fiquei muito preocupada. Consultei outras pessoas que tiveram problemas com a injeção e todas me disseram que não havia nada a fazer, só esperar. Talvez o medicamento começasse a ser eliminado. Talvez ela nunca mais voltasse do coma.
Ela ficou assim por 3 dias. Não se mexia. Eu comecei a perder as esperanças e achei que ela ía morrer.
Mas, no quarto dia ela acordou. Também tonta, batendo a cabeça para todo lado, roncando, miando de forma estranha, e parecia não enxergar nada.
Mas estava viva!
O efeito foi passando, passando, e no outro dia já estava quase normal.
Acabou passando tudo e ela é normal hoje, muito esperta e sem nenhuma sequela.


Algumas pessoas me disseram que não havia mesmo nenhum remédio ou procedimento para "cortar" o efeito. Se não morresse no coma, ía sobreviver.
Foi o único caso que tive de reação alérgica. 
Continuei usando. Embora sempre que tenha que aplicar, ainda sinta aquele frio na espinha, pois é uma roleta russa. Mas faço minha oração com muita fé, e aplico, pois quando a sarna aparece, se não aplicar, o gato caminha para o fim. Não há outro remédio que faça o mesmo efeito.
Em comprimidos nunca usei, talvez seja mais difícil de dosar.
Continuo aplicando 1/5 de 1ml, sei que é muito pouco, uma dose muito pequena, que leva mais tempo a fazer o efeito esperado. Mas tem menos riscos também.
Então... se você tem um gato com sarna, saiba que pouco vai adiantar separar tudo, não deixar que tenha contato com outros gatos saudáveis. A sarna acaba pegando mesmo. 
E se precisar aplicar Ivomec, não tenha medo, faça como eu, aplique a dose abaixo do indicado.
Tenho medo de levar para aplicar, mesmo em veterinários. Eles nunca vão aplicar uma dose assim pequena, não é o correto, tecnicamente falando. Então aplico eu mesma, do meu jeito, e fico mais confiante em relação a efeitos colaterais.


O que eu sempre fiz, em relação aos outros gatos, foi não comerem no mesmo prato com o doente, nem dormirem na mesma cama. Como aqui uso cobertorzinhos de flanela nas caminhas (eu mesma faço), troco todos os dias a caminha do doentinho, retiro de manhã para que outros não durmam ali durante o dia. Lavo com sabão e deixo de molho na água quente antes de lavar.

Existem muitas hipóteses para o aparecimento da sarna nos gatos. Os veterinários apresentam muitas possíveis causas. Aqui, as causas são 2 apenas: estresse ou contato com mãe infectada. 
Estresse e predisposição é o mais comum. Tenho gatos "nervosinhos" que sempre tiveram sarna. E na ocasião da mudança de cidade e casa, todos estranharam a nova casa, e ficaram estressados com a mudança. A sarna apareceu em quase todos.
E quem tem, sempre tem. Passam-se alguns meses e ela reaparece, fraca, mas aparece.

Não tenho medo da Ivomec, tenho cuidados...
E relato essa minha experiência para que outros protetores que estejam passando pela mesma situação tomem cuidado ao levar o gato ao veterinário. Os vets sempre optam pela injeção dose inteira. No meu caso, prefiro não arriscar...
E quem precisou aplicar e o gato ficou com sintomas no dia seguinte, ficou lerdo, tonto... Não precisa ficar preocupado. O efeito vai passando no decorrer do segundo e terceiro dias. No segundo dia, se ficar com esses sintomas, separe dos outros, coloque em uma caminha, caixa, algo assim, e separe, para que não se machuque. Mas o efeito passa. Não precisa se desesperar. Se precisar usar, use. Mas em dose mínima. Não corra o risco...

Bjss

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Morte encomendada

Quando estive na clínica veterinária semana passada, para levar o Zip para as aplicações, eu tive notícias de um fato escabroso!

Fiquei revoltada. Porque, no meu entender, um médico veterinário estuda para SALVAR vidas e não para TIRAR vidas. Teoricamente seria isso. Mas na prática...

Fiquei sabendo de uma protetora de Hortolândia que levou 5 cachorros nessa clínica e disse que pagaria para serem eutanasiados.
A doutora ficou revoltada. Eram cachorros saudáveis e jovens. Ela disse que não fazia, por dinheiro nenhum.
A dona dos cachorros contou que estava sendo ameaçada por vizinhos, cartas anônimas, etc e tal e estava a ponto de perder o juizo. Já tinha pedido a diversas ongs e protetores que arrumassem donos para seus cães.

Cá entre nós, sabemos que não é uma coisa assim rápida. Se alguém quer doar um cão, tem que tirar as fotos, colocar em diversos sites e blogs de protetores, e acaba aparecendo alguém, mas não é coisa de um dia!  Mas ela "não podia esperar". Achava que as ongs e os protetores deveriam ficar com os cães e quando aparecesse alguém que os quisesse, então seriam doados. 

Resumindo: a doutora não fez e não faz. Ela é bem conhecida em Hortolândia, Campinas e região, e conhecida também por isso, não faz eutanásia em animais saudáveis.
A dona dos cães ficou decepcionada e foi para outra clínica, aliás, uma que eu já fui, e por isso meu  espanto, sem saber corri o risco de ter uma gata "eutanasiada" pelo preço da consulta. 
Pois o veterinário não questionou nada. Pagou, ele faz!
A dona do taxi dog que levou a pessoa contou que ela ficou na sala de espera chorando e se culpando, mas não desistiu. E o veterinário, que fez um juramento ao se formar, esqueceu o que jurou, e matou 5. 
Revoltante, minha gente...

Isso deveria ser denunciado ao CRMVSP. É uma clínica veterinária ou um abatedouro??
Fica aqui a minha revolta, contra esse médico açougueiro e contra a dona dos cães. Agora não adianta nada chorar...ela deveria ter tido coragem e encarado as pedras do caminho. 
Pobre de mim se tivesse abaixado a cabeça. 
2 vizinhas querendo o pescoço de cada gato meu, jogando veneno para dentro do meu portão sem que eu esperasse isso. Ameaças, denúncia à Zoonoses, intimação...
Mas eu fiquei de pé, sempre. Não é qualquer zé mané que me intimida. Não incomodo ninguém com meus gatos. Se vizinhos não gostam de gatos, não só dos meus, como de todos os gatos do mundo, é doente, tem algum problema grave que nem Freud explica...

Sem querer julgar ninguém, mas que protetora é essa que à primeira cartinha anônima manda matar os cães?  Melhor soltar na rua, alguma boa alma poderia ter pena... Tudo seria melhor do que condená-los à morte.
Deixo aqui minha repulsa contra essa Clínica-Abatedouro! Se alguém souber como denunciar, deve fazê-lo.
Bjss e até mais...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Resgatados

Todos nós que militamos na causa animal usamos mais o coração que a razão. Eu sempre procurei não perder as proporções de tudo o que me acontece. 
Mas acontece que.. não dá para seguir a razão quando você passa em uma rua à noite e ouve o choro desesperado de gatinhos perdidos, abandonados à própria sorte, à mercê dos cães da rua... Não dá!

Muitas vezes são tão pequenininhos que você fica pensando: que tipo de ser "humano" joga fora uma criaturinha tão indefesa assim?
Mas isso nem importa...  
Importa é socorrer, possa ou não possa! Eu penso assim, se estiver errada alguém me corrija. Há algumas semanas, uma protetora me escreveu dizendo que eu não deveria resgatar mais gatos se já cheguei no limite de minhas condições financeiras.
Talvez ela esteja certa, não sei. Mas eu simplesmente não consegui passar e seguir andando, deixando para trás uma vidinha que pode se extinguir dali a pouco se ninguém levar para casa.  Mesmo a minha casa sendo alugada, mesmo não tendo tanto espaço, mesmo lutando para alimentar e medicar a todos... mesmo assim, eu arrisco!

Alguns estão doentinhos quando são resgatados, com gripe, com diarréia, e principalmente, com um desencanto tão grande na alma, como se soubessem que foram jogados fora, e perguntassem a si mesmos: "e agora? o que vai ser de mim?"

 
Quase todos que peguei neste último mês estavam doentinhos, magrinhos...
Foi uma luta conseguir que melhorassem, mas todos agora estão indo bem, alimentados, abrigados do frio e das chuvas, também dos cães de rua e da maldade das pessoas insensíveis. Estão seguros, alimentados e têm um lugar para dormir em paz. Recebem muito amor, muito mesmo! 

E eu vou conseguir encaminhá-los a um lar em que sejam felizes, se Deus permitir.
Eu queria deixar este recado a você que também luta e não tem mais onde abrigar gatinhos ou cachorrinhos perdidos na rua. Não importa o espaço: eles estarão melhores do que jogados na rua. 
Não importa se você não tem mais como alimentar mais boquinhas famintas: confie em Deus, peça aos amigos, abra seu coração e alguém vai ter humanidade para com eles.


Mas não os deixe lá...Eles não passaram pelo MEU caminho, pelo caminho de outra protetora, pelo caminho da sua vizinha. Eles estavam no SEU caminho. Por que será?? Simples: era para você essa tarefa. E com certeza quem mais vai ganhar nessa história é você. Não tem nada mais compensador do que poder dar um pratinho de ração, uma água fresquinha e uma caixinha de dormir a alguém que não tem mais nada na vida, nem esperança. 


Como dizia o grande poeta: "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena" (Fernando Pessoa).
Bjs a todos.

domingo, 11 de abril de 2010

História do Gato Zip

A história do Zip não é das mais alegres...
Ele nasceu em casa mesmo, filho da Gatatão. Sempre foi "bicho do mato", e uma simples gripe se transformava em uma "doença", porque era dificil pingar um colírio no gatinho selvagem...
Sempre teve histórico de sarna. E sempre teve que viver às voltas com a ivomectina. Graças a Deus não é alérgico, e nunca teve nenhuma reação.
Uma sequela da sarna causou uma pequena ferida na pálpebra, que ele começou a coçar e se transformou em uma ferida enorme. 


Fiz curativos (contra a vontade dele, é claro!) com diversos medicamentos mas não funcionou.

Há um mês e meio atrás resolvi levá-lo ao veterinário e ver a possibilidade de fazer uma cirurgia. Levei na Ciavet, consultou com dr.Rodrigo.
Ele me disse que passaria 2 injeções e uma pomada à base de cortisona, íamos testar e ver se regredia. Talvez fosse caso de cirurgia, mas se fosse eu deveria procurar outro veterinário, porque lá não se fazia.

Começamos o tratamento com os medicamentos indicados.


Mas não fez o efeito esperado. A ferida criava uma casca, esta caía e estava do mesmo jeito, ou até pior...



Era preciso levar em outro veterinário, porque se fosse caso de cirurgia, já sabíamos que o primeiro não ía fazer.

Graças à ajuda de tantas pessoas maravilhosas isso foi possível. Eu poderia fazer uma lista de todos que colaboraram, mas tenho tanto medo de esquecer alguém... Guardo no programa de e-mail os e-mails recebidos de ajuda e apoio, mas tenho medo de que alguma mensagem tenha se perdido e eu aprendi a amar tanto essas pessoas, tão generosas, tão amigas nas horas dificeis... não vou colocar os nomes... 
Eu enviei a todas um e-mail de agradecimento e este blog também se destina a dar notícias atualizadas sobre os gatosinhos que elas têm ajudado a salvar. De novo obrigada meus amigos do coração. Que Deus lhes dê uma saúde inabalável, para continuarem cuidando de tantos anjos necessitados, como o Zip.

Então na sexta feira, dia 09, levei o Zip na drª Ercília, muito conhecida e respeitada em Hortolândia, Campinas e região.
Comprei os remédios e começamos o tratamento de infiltração de medicamentos na ferida.

Ela receitou uma pomada, própria para feridas que não secam, a Iruxol, conhecida de muitos protetores de animais.  Continuo fazendo os curativos em casa e na sexta ele vai voltar para nova infiltração. E vamos em frente, estou confiante!

Olha a carinha dele com o curativo...


Estou feliz por poder dar assistência a ele. Tanta gente me manda e-mails pedindo notícias dele.  E eu vou continuar postando aqui as notícias do tratamento, até que ele esteja bom, e eu tenho certeza de que ainda vou postar aqui uma fotinha dele sem a ferida, se Deus quiser, e Ele vai querer sim!
Bjs e novamente obrigada, meus amigos. Sem a ajuda de vocês nada disso seria possível.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

História da Bahiana

Quando nos mudamos para esta casa eu reparei que na esquina quase em frente à casa morava uma senhora com marido e 2 netos. Não era bem uma casa... Era uma antiga construção do Rotary, já em ruínas, pertencente à prefeitura local. 
Por não ter para onde ir ela ocupou esse imóvel, que nem luz tinha. Mas tinha em volta um bom terreno, cheio de árvores e matinhos. E eu via uma gata saindo da casa, bonitona, sialatinha pura...rsss

Um belo dia a senhora (apelidada de "baiana" pela vizinhança) recebeu intimação da prefeitura para desocupar o imóvel. Deram a ela uma casinha em algum lugar, mas uma casinha que nem porta tinha, dos maravilhosos imóveis que a prefeitura daqui entrega pelos planos habitacionais.
E ela não tinha como levar a gata, que já tinha 3 filhotes. Assim me disse, que levar era jogar a gata na boca dos muitos cachorros de rua que tinham por lá, não ía ter como prender.

Um dos filhotes ela doou a uma pessoa interessada, ficaram 2 gatinhas. O tempo foi passando e ela recebendo pressão da prefeitura. Até que um dia não teve jeito, teve que se mudar.
A gata e as gatinhas, já adolescentes ficaram...

Que tristeza... Olhavam para um lado e para outro, completamente perdidas. Mas as gatinhas eram muito ariscas, ninguém conseguia pegá-las. Duas vizinhas tentaram pegar mas não conseguiram, e assim desistiram.
Ah... vale lembrar, a baiana tinha um cachorrinho velho, que também deixou para trás, mas foi adotado por uma vizinha, que já o alimentava, pois a dona não parava em casa.

E as gatinhas ficaram lá, indo buscar comida na vizinhança. Eu comecei a levar ração 2 vezes por dia, colocava lá a sacolinha, a vasilha com água, e tinha que me afastar, senão as 2 não vinham comer, tinham medo de tudo. Uma clarinha e a outra ferruginha. A gata mãe era mansa e se aproximava, fazendo festa.
Mas um dia um vizinho de outra rua me disse que ía dar chumbinho a elas, pois íam à noite em sua casa procurar comida. Vale lembrar, nesta cidade dar chumbinho é procedimento natural, os funcionários da prefeitura fornecem a toda a vizinhança (!!!).

Eu fiquei agoniada. Continuava levando a ração e tentando ganhar a confiança delas. A mãe estava grávida, já nos dias de dar à luz. Um dia sumiu, eu concluí que tinha entrado pela janela quebrada na casa, procurando um cantinho para dar à luz.
Consegui ganhar a confiança das 2 "garotas" e trouxe uma em um dia e a outra 4 dias depois. Coloquei-as no banheiro, com medo que fugissem, até que se acostumaram com os outros gatos e com a casa. 
Magrinhas de dar dó, eram pele e osso.
Mas eu continuava indo no terreno, em busca da gata mãe, e nada.

Um sábado a baiana apareceu, para buscar uns objetos que tinha deixado na casa. Quando abriu a porta a gata apareceu. Constatamos que ela tinha dado à luz em uma caixinha. Eram 3 bebês mas um morreu logo em seguida, tomou sol pela telha quebrada da casa, não resistiu.

E eu trouxe também ela e os bebês para casa. As 3 e mais os filhotes da mãe, dormiam no banheiro. Meu marido não gostou nada da novidade, mas fazer o que? Eu não podia deixar que ficassem lá, à mercê de um louco matador de gatos abandonados.
Além disso, eu arriscava a minha pele indo levar ração a elas à noite. De dia, tudo bem, o local é bem movimentado. Mas à noite, o terreno e a casa sem luz, muitas vezes fui debaixo de chuva forte, morrendo de medo que algum bandido estivesse se escondendo na casa abandonada (aqui é comum isso). Graças a Deus consegui salvá-las.


Mas, passado um mês, que descobrimos??? As 2 garotas estavam GRÁVIDAS!!!
Naquele terreno vão muitos gatos à noite, gatos da redondeza. E elas tiveram seus bebês, eram ainda meninas, que dó!  Uma teve 2 e a outra teve 3. Mas morreram 3, nasceram fraquinhos. Então cada uma ficou com um filhote apenas.

Considero esta história de final feliz, porque hoje as 3 estão bem. Fortes, bem alimentadas e com saúde. Têm abrigo, caminhas com cobertorzinhos, não precisam correr de gatos e cachorros bravos nem procurar comida pelas ruas. E o mais importante, elas têm o que nunca tiveram: AMOR. São muito amadas por nós aqui. Dormem o dia todo no sofá ou na cama, e são cheias de mordomias.

Vou mostrar para vocês:

Esta é a mãe, que começamos a chamar de baiana, por causa da antiga dona. E por fim eu dei a ela o nome de BAHIANA. Vejam que lindona:



A filha dela, a clarinha, é esta aqui, a PÉROLA (ou Perolinha, como a chamamos até hoje):



E a ferruginha, que tem os olhos saídos do filme Avatar (rss)... é SHAKIRA:


As filhas da Bahiana são CRIOLÊ e ZABELÊ.
Pérola tem uma menininha, que é a PERLA. E Shakira tem um menininho loirinho, que é o BRANDON LEE.

Mas essa já é outra história...fica para uma próxima!
Bjsss

Clique para alimentar os peixinhos